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Dólar opera em queda e volta a ficar abaixo de R$ 5,60
28/04/2020

Na segunda-feira, moeda norte-americana terminou o dia vendida a R$ 5,6581.

 
                       
 
O dólar opera em queda na manhã desta terça-feira (28), depois de vários recordes seguidos nos últimos dias de negócios. O dia é de maior apetite por risco no exterior diante da expectativa de flexibilização das quarentenas nas principais economias, mas a possibilidade de volatilidade permanece à medida que os investidores seguem atentos à trama política doméstica.
 
Às 10h22, a moeda norte-americana caía 1,58%, a R$ 5,5689. Veja mais cotações.
 
Na sessão anterior, o dólar terminou o dia vendido a R$ 5,6581, em alta de 0,01%. Na máxima, porém, chegou a R$ 5,7253 - nova máxima nominal de cotação (sem considerar a inflação), diante do cenário de juros baixos e pouca entrada de fluxo nos mercados brasileiros.
 
Em meio a cenário de juros baixos – com expectativa de ainda mais cortes na Selic pelo Banco Central –, o dólar acumula alta de 41,11% no ano. No mês, a alta acumulada chega 8,89%.
 
 

Cenário interno e externo

 
"Os investidores ainda reagem positivamente à perspectiva de relaxamento do distanciamento social em vários países da Europa", disse o Bradesco em boletim diário, citando também expectativa em relação às reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central Europeu desta semana.
 
Após semanas de quase estagnação na atividade dos negócios em meio a medidas de distanciamento social, países como Itália e Espanha se preparam para relaxar as quarentenas e permitir que lojas, empresas e fábricas voltem a abrir suas portas. Nos Estados Unidos, alguns Estados seguem os mesmos passos em direção a uma reabertura da economia.
 
No exterior, o otimismo diante desse cenário impulsionava o apetite por ativos arriscados, como rand sul-africano, peso mexicano e dólar australiano, e o real acompanhava esse movimento de pressão sobre o dólar.
 
Enquanto isso, no cenário doméstico, os investidores seguem atentos aos desdobramentos políticos, que têm elevado a cautela e a volatilidade nos últimos dias.
 
Após o pedido de demissão de Sergio Moro do cargo de Ministro da Justiça e boatos sobre a saída de Paulo Guedes da Economia, o presidente Jair Bolsonaro alinhou o discurso do governo na segunda-feira e deixou claro que Guedes continua com a palavra final nos gastos federais.
 
"Dentre todos os problemas criados pela demissão do ex-ministro Sérgio Moro, o mais claro deles estaria a perspectiva de manutenção de Paulo Guedes", comentou em nota a Infinity Asset. "Agora, com o discurso de Guedes ontem junto ao presidente, reiterando o total controle da economia ao ministro (...), Guedes retoma sua posição e alivia a tensão do mercado."
 
Em meio à abertura de inquérito criminal para apurar acusações feitas pelo ex-ministro Moro contra o presidente, falas sobre um possível impeachment ou renúncia de Bolsonaro têm emergido nos mercados.
 
Na segunda-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, questionado sobre eventual impeachment, que o Parlamento não será instrumento de turbulências e crise política, o que poderia trazer mais incertezas e dar "contornos ainda mais graves" à crise da pandemia do coronavírus.
 
"Este é um momento de suma importância para o alívio das tensões políticas, pois além dos países estarem próximos ao pico das reações econômicas negativas da crise viral, uma parte significativa começa a sinalizar a retomada das atividades", avaliou a Infinity Asset.
 
Nesta sessão, o Banco Central faz leilão de até 10 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento junho de 2020.
 
 

Cenário local

 
Em uma tentativa de demonstrar união dentro do governo, Bolsonaro apareceu ao lado de ministros ao deixar o Palácio da Alvorada nesta segunda-feira, e afirmou que o "homem que decide a economia" no Brasil é o ministro da Economia, Paulo Guedes, reafirmando sua confiança no no chefe da equipe econômica. Os mercados, entretanto, reagiram com cautela em meio a maior tensão política após a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.
 
Na noite da véspera, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello autorizou abertura de inquérito para apurar declarações do ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública. Ao deixar o governo, Moro apontou suposta interferência de Bolsonaro em inquéritos da Polícia Federal.
 
O mercado passou a estimar retração de 3,34% do PIB em 2020, segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, e diversos bancos e consultorias avaliam que o país corre o risco de enfrentar uma nova recessão. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê queda de 5,3% do PIB do Brasil neste ano.
 
 

Cenário externo

 
Lá fora, os investidores aguardam a reunião de política monetária do Federal Reserve que começa nesta terça-feira, embora as expectativas sejam baixas para mais afrouxamento monetário (corte de juros) desta vez.
 
Os preços do petróleo tinham mais uma sessão com viés de baixa com preocupações sobre a diminuição da capacidade de armazenamento mundial.
 
 


Fonte:
G1.
 
Categoria: Assessoria empresarial


  
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